terça-feira, 11 de novembro de 2008

introdução á psicanálise



"Os sonhos são uma pintura muda, em que a imaginação a portas fechadas, e às escuras, retrata a vida e a alma de cada um, com as cores das suas ações, dos seus propósitos e dos seus desejos."Padre Vieira, no Sermão de São Francisco Xavier Dormindo

Cabe um esclarecimento inicial ao leitor: procurei montar esta página com o pensamento original de Freud, apesar de estar consciente de que vários dos postulados originais da psicanálise foram revisados e modificados, - vários deles considerados ultrapassados pelo próprio Freud em seus últimos anos. Também não abordarei aqui a doutrina freudiana em toda a sua extensão e implicações. Por isso, aconselho o leitor a procurar um psicanalista licenciado que possa orientá-lo corretamente nessa matéria.
A Psicanálise é ao mesmo tempo um modo particular de tratamento de desequilíbrio mental e uma teoria psicológica que se ocupa dos processos mentais inconscientes; uma teoria da estrutura e funcionamento da mente humana e um método de análise dos motivos do comportamento; uma doutrina filosófica e um método terapêutico de doenças de natureza psicológica supostamente sem motivação orgânica.. Originou-se na prática clínica do médico e fisiologista Josef Breuer, devendo-se a Sigmund Freud (1856-1939) a valorização e aperfeiçoamento da técnica e a formulação dos conceitos nos desdobramentos posteriores do método e da doutrina, o que ele fez valendo-se do pensamento de alguns filósofos e de sua própria experiência profissional.
Sua formulação representou basicamente a consolidação em um corpo doutrinário de conhecimentos existentes, como a estrutura tripartite da mente, suas funções e correspondentes tipos de personalidade, a teoria do inconsciente, o método terapêutico da catarse, e toda a filosofia pessimista da natureza humana difundida à época em que foi concebida. Além de alicerçar-se, como método terapêutico, nas descobertas do médico austríaco Josef Breuer, como doutrina tem em seus fundamentos muito do pensamento filosófico de Platão e do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.
No entanto, ao serem esses conhecimentos incorporados na Psicanálise, foi aberto o caminho para um número grande de conceitos subordinados que eram novos, como os de atos sintomáticos, sublimação, perversão, tipos de personalidade, recalque, transferência, narcisismo, projeção, introjeção, etc. A psicanálise constituiu-se, por isso, em um modo novo de abordar as condições psíquicas correspondentes a estados de infelicidade e a comportamentos anti-sociais, e deu nascimento ao tratamento clínico psicológico e psiquiátrico moderno.
A extraordinária popularidade da psicanálise poderá, talvez, ser explicada, em parte, pela sua ousada concepção da motivação humana, ao colocar o sexo, - objeto natural de interesse das pessoas e também sua principal fonte de felicidade -, como único e poderoso móvel do comportamento humano. O mundo civilizado, pouco antes chocado com a tese evolucionista de que o homem descendia dos chimpanzés, já não se surpreendia com a tese de que o sexo dominava o inconsciente e estava subjacente a todos os interesses humanos. A novidade foi recebida com divertido espanto e prazerosa excitação. Em que pese os detalhes picarescos de muitas narrativas clínicas, a abordagem do sexo sob um aspecto científico, em plena era vitoriana, representou uma sublimação (para usar um conceito da própria psicanálise) que permitiu que a sexualidade fosse, sem restrições morais, discutida em todos os ambientes, inclusive nos conventos. Essa permeabilidade subjetiva confundiu-se com profundidade científica, e a teoria foi levada a aplicação em todos os campos das relações sociais, nas artes, na educação, na religião, em análises biográficas, etc. Porém, a questão da motivação sexual foi causa de se afastarem do círculo de Freud aqueles que haviam inicialmente se entusiasmado pela psicanálise como método de análise do inconsciente, entre eles Carl Jung, Otto Rank, e Alfred Adler que decidiram por outras teses, e fundaram suas próprias correntes psicanalíticas. No seu todo, a psicanálise foi fortemente contestada por outras correntes, inclusive a da fenomenologia, a do existencialismo, e a da logoterapia de Viktor Frankl.
O pensamento de Freud está principalmente em três obras: "Interpretação dos Sonhos", a mais conhecida, que publicou, em 1900; "Psicopatologia da Vida Cotidiana", na qual apresenta os primeiros postulados da teoria psicanalítica, publicada em 1901, e "Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade", que contem a exposição básica da sua teoria, de 1905.
Em "Mal Estar na Civilização", publicado em 1930, Freud lança os conceitos de culturas neuróticas, conceitos de projeção, sublimação, regressão e Transferência. Em "Totem e Tabu (1913/14) e "O Futuro de uma Ilusão"(1927) sua posição sobre a religião. Os postulados da teoria são numerosos, e seu exame completo demandaria um espaço muito extenso, motivo porque somente os aspectos usualmente mais expostos da doutrina e do método serão examinados nesta página.
Importância do instinto sexual. Freud notou que na maioria dos pacientes que teve desde o início de sua prática clínica, os distúrbios e queixas de natureza hipocondríaca ou histérica, estavam relacionados a sentimentos reprimidos com origem em experiências sexuais perturbadoras. Assim ele formulou a hipótese de que a ansiedade que se manifestava nos sintomas era conseqüência da energia (libido) ligada à sexualidade; a energia reprimida tinha expressão nos vários sintomas que serviam como um mecanismo de defesa psicológica. Essa força, o instinto sexual, não se apresentava consciente devido à "repressão" tornada também inconsciente; Revelação da "repressão" inconsciente era obtida pelo método da livre associação (inspirado nos atos falhados ou sintomáticos, em substituição à hipnose) e interpretação dos sonhos (conteúdo manifesto e conteúdo latente). O processo sintomático e terapêutico compreendia: experiência emocional - recalque e esquecimento - neurose - análise pela livre associação - recordação - transferência - descarga emocional - cura.
Estrutura tripartite da mente. Freud buscou inspiração na cultura Grega, pois a doutrina platônica com certeza o impressionou em seu curso de Filosofia. As partes da alma de Platão correspondem ao Id, o Superego e o Ego da sua teoria das partes ou órgãos da mente (1923 - "O Ego e o Id").
Id - Freud buscou funções físicas para as partes da mente. O Id, regido pelo "princípio do prazer", tinha a função de descarregar as tensões biológicas. Corresponde à alma concupiscente, do esquema platônico: é a reserva inconsciente dos desejos e impulsos de origem genética e voltados para a preservação e propagação da vida..
O "Ego" lida com a estimulação que vem tanto da própria mente como do mundo exterior. Racionaliza em favor do Id, mas é governado pelo "princípio de realidade". É a parte racional da alma, no esquema platônico. É parte perceptiva e a inteligência que devem, no adulto normal, conduzir todo o comportamento e satisfazer simultaneamente as exigências do Id e do Superego através de compromissos entre essas duas partes, sem que a pessoa se volte excessivamente para os prazeres e sem que, ao contrário, se imponha limitações exageradas à sua espontaneidade e gozo da vida.
O Ego ou o Eu é a consciência, pequena parte da vida psíquica, subtraída aos desejos do Id e à repressão do Superego. Obedece ao principio da realidade, ou seja, á necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao Id sem transgredir as exigências do Superego.
É parte perceptiva e a inteligência que deve, no adulto normal, conduzir todo o comportamento e satisfazer simultaneamente as exigências do Id e do Superego através de compromissos entre essas duas partes, sem que a pessoa se volte excessivamente para os prazeres e sem que, ao contrário, se imponha limitações exageradas à sua espontaneidade e gozo da vida.
O Ego é pressionado pelos desejos insaciáveis do Id, a severidade repressiva do Superego e os perigos do mundo exterior. Se submete-se ao Id, torna-se imoral e destrutivo; se submete-se ao Superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter á realidade do mundo, será destruído por ele. Por esse motivo, a forma fundamental da existência para o Ego é a angústia existencial. Estamos divididos entre o principio do prazer (que não conhece limites) e o principio de realidade (que nos impõe limites externos e internos). Tem a dupla função de, ao mesmo tempo, recalcar o Id, satisfazendo o Superego, e satisfazer o Id, limitando o poderio do Superego. No indivíduo normal, essa dupla função é cumprida a contento. Nos neuróticos e psicóticos o Ego sucumbe, seja porque o Id ou o Superego sao excessivamente fortes, seja porque o Ego é excessivamente fraco.
O terceiro agente é o "Superego", que é gradualmente formado no "Ego", e se comporta como um vigilante moral. Contem os valores morais e atua como juiz moral. É a parte irascível da alma, a que correspondem os "vigilantes", na teoria platônica.
O Superego, também inconsciente, faz a censura dos impulsos que a sociedade e a cultura proíbem ao Id, impedindo o indivíduo de satisfazer plenamente seus instintos e desejos. É o órgão da repressão, particularmente a repressão sexual. Manifesta-se á consciência indiretamente, sob a forma da moral, como um conjunto de interdições e de deveres, e por meio da educação, pela produção da imagem do "Eu ideal", isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa. O Superego ou censura desenvolve-se em um período que Freud designa como período de latência, situado entre os 6 ou 7 anos e o inicio da puberdade ou adolescência. Nesse período, forma-se nossa personalidade moral e social (1923 "O Ego e o Id").
O inconsciente, diz Freud, não é o subconsciente. Este é aquele grau da consciência como consciência passiva e consciência vivida não-reflexiva, podendo tomar-se plenamente consciente. O inconsciente, ao contrário, jamais será consciente diretamente, podendo ser captado apenas indiretamente e por meio de técnicas especiais de interpretação desenvolvidas pela psicanálise.
Atos falhos ou sintomáticos. Os chamados Atos sintomáticos são para Freud evidência da força e individualismo do inconsciente: e sua manifestação é comum nas pessoas sadias. Mostram a luta do consciente com o subconsciente (conteúdo evocável) e o inconsciente (conteúdo não evocável). São os lapsus linguae, popularmente ditos "traição da memória", ou mesmo convicções enganosas e erros que podem ter conseqüências graves.
Motivação. Para explicar o comportamento Freud desenvolve a teoria da motivação sexual (sobrevivência da espécie) e do instinto de conservação (sobrevivência individual). Mas todas as suas colocações giram em torno do sexo. A força que orienta o comportamento estaria no inconsciente e era o instinto sexual;
Contribui com uma teoria das fases do desenvolvimento do indivíduo. A pessoa passa por quatro sucessivos tipos de caráter: oral, anal e genital, com regressão e fixação.
Fases do desenvolvimento sexual. Freud descobriu três fases da sexualidade humana que se diferenciam pelos órgãos que sentira prazer e pelos objetos ou seres que dão prazer. Essas fases se desenvolvera entre os primeiros meses de vida e os 5 ou 6 anos, ligadas ao desenvolvimento do Id:
(1) a fase oral, ou fase da libido oral, ou hedonismo bucal, quando o desejo e o prazer localizam-se primordialmente na boca e na ingestão de alimentos e o seio materno, a mamadeira, a chupeta, os dedos são objetos do prazer;
(2) a fase anal, ou fase da libido ou hedonismo anal, quando o desejo e o prazer localizara-se primordialmente nas exercesse e as fezes, brincar com massas e com tintas, amassar barro ou argila, comer coisas cremosas, sujar-se são os objetos do prazer;
(3) e a fase genital ou fase fálica, ou fase da libido ou hedonismo genital: quando o desejo e o prazer localizara-se primordialmente nos órgãos genitais e nas partes do corpo que excitam tais órgãos. Nessa fase, para os meninos, a mae é o objeto do desejo e do prazer; para as meninas, o pai.
Tipos de personalidade. O tipo genital é a pessoa plenamente desenvolvida e equilibrada.
Aqueles que por algum motivo se detém em seu desenvolvimento emocional, se fixam em qualquer uma das três fases transitórias (Freud. 1908), resultando tipos e subtipos de personalidade correspondentes.
O tipo oral: (1) Oral receptivo: pessoa dependente, espera que tudo lhe seja dado, sem qualquer reciprocidade; (2) Oral sadístico, não espera que alguém lhe dê voluntariamente qualquer coisa. Decide-se a empregar a força e a astúcia para conseguir o que deseja. Explorador e agressivo.
Anal sadístico: impulsivamente avaro, sua segurança reside no isolamento. Ordenadas e metódicas, parcimoniosas e obstinadas.
Perversão. Porém, assim como a loucura é a impossibilidade do Ego para realizar sua dupla função, também a sublimação pode não ser alcançada e, era seu lugar, surgir uma perversão social ou coletiva, urna loucura social ou coletiva. O nazismo é um exemplo de perversão, era vez de sublimação. A propaganda, que induz em nós falsos desejos sexuais pela multiplicação das imagens de prazer, é outro exemplo de perversão ou de incapacidade para a sublimação.
Complexos de Édipo. No centro do "Id", determinando toda a vida psíquica, encontra-se o que Freud denominou de complexo de Édipo, isto é, o desejo incestuoso pela mãe, e uma rivalidade com o pai. É esse o desejo fundamental que organiza a totalidade da vida psíquica e determina o sentido de nossas vidas. Freud introduziu o conceito no seu Interpretação dos Sonos (1899). O termo deriva do herói grego Édipo, que, sem saber, matou seu pai e se casou com sua mãe. Freud atribui o complexo de Édipo as crianças de idade entre 3 e 6 anos. Ele disse que o estágio geralmente terminava quando a criança se identificava com o parente do mesmo sexo e reprimia seus instintos sexuais. Se o relacionamento prévio com os pais fossem relativamente amáveis e não traumáticos, e se a atitude parental não fosse excessivamente proibitiva nem excessivamente estimulante, o estagio seria ultrapassado harmoniosamente. Em presença do trauma, no entanto, ocorre uma neurose infantil que é um importante precursor de reações similares a vida adulta. O Superego, o fator moral que domina a mente consciente do adulto também tem sua parte no processo de gerar o complexo de Édipo.
Freud considerou a reação contra o complexo de Édito o mais importante conquista social da mente humana. Psicanalistas posteriores consideram a descrição de Freud imprecisa, apesar de conter algumas verdades parciais.
Complexo de Eletra. O equivalente feminino do Complexo de Édipo é o Complexo de Eletra, cuja lenda fundamental é a de Electra e seu irmão Orestes, filhos de Agamemnon e Clytemnestra. Eletra ajudou o irmão a matar sua mãe e o amante dela, um tema da tragédia grega abordado, como pequenas variações, por Sófocles, Eurípedes e Esquilo.
Narcisismo. narcisismo, isto é, a bela imagem que possuíamos de n(5s mesmos como seres conscientes racionais e com a qual, durante Séculos, estivemos encantados.
Conta O mito que O jovem Narciso, belíssimo, nunca tinha visto sua própria imagem. Um dia, passeando por um bosque, encontrou um lago. Aproximou-se e viu nas águas um jovem de extraordinária beleza e pelo qual apaixonou-se perdidamente. Desejava que o noutro saísse das águas e viesse ao seu encontro, mas como o outro parecia recusar-se a sair do lago, Narciso mergulhou nas águas, foi ás profundezas á procura do outro que fugia, morrendo afogado. Narciso morrera de amor por si mesmo, ou melhor, de amor por sua própria imagem ou pela auto-imagem. O narcisismo é o encantamento e a paixão que sentimos por nossa própria imagem ou por nós mesmos, porque não conseguimos diferenciar um do outro.
Mecanismos de defesa são processos subconscientes que permitem a mente encontrar uma solução para conflitos não resolvidos ao nível da consciência. A psicanálise supõe a existência de forças mentais que se opõem umas às outras e que batalham entre si. Freud utilizou a expressão pela primeira vez no seu "As neuroses e psicoses de defesa", de 1894.
Os mecanismos de defesa mais importante são:
Repressão, que é afastar ou recalcar da consciência um afeto, uma idéia ou apelo do instinto. Um acontecimento que por algum motivo envergonha uma pessoa pode ser completamente esquecido e se tornar não evocável.
Defesa de reação. Consiste em ostentar um procedimento e externar sentimentos opostos aos impulsos verdadeiros, quando estes são inconfessáveis. Um pai que é pouco amado, recebe do filho uma atenção por vezes exagerada para que este se convenção de que é um bom filho.
Projeção, consiste em atribuir a outro um desejo próprio, ou atribuir ao outro algo que justifique a própria ação. O estudante cria o hábito de colar nas provas dizendo para se justificar que os outros colam ainda mais que ele.
Regressão é o retorno a atitudes passadas que provaram ser seguras e gratificantes, e às quais a pessoa busca voltar para fugir de um presente angustiante. Devaneios e memórias que se tornam recorrentes, repetitivas.
Substituição. O inconsciente, em suas duas formas, está impedido de manifestar-se diretamente à consciência, mas consegue faze-lo indiretamente. A maneira mais eficaz para essa manifestação é a substituição, isto é, o inconsciente oferece a consciência um substituto aceitável por ela e por meio do qual ela pode satisfazer o Id ou o Superego. Os substitutos são imagens (isto é, representações analógicas dos objetos do desejo) e formam o imaginário psíquico, que, ao ocultar e dissimular o verdadeiro desejo, o satisfaz indiretamente por meio de objetos substitutos (a chupeta e o dedo, para o seio materno; tintas e pintura ou argila e escultura para as fezes, uma pessoa amada no lugar do pai ou da mãe). Além dos substitutos reais (chupeta, argila, pessoa amada), o imaginário inconsciente também oferece outros substitutos, os mais freqüentes sendo os sonhos, os lapsos e os atos falhos. Neles, realizamos desejos inconscientes, de natureza sexual. São a satisfação imaginária do desejo.
Alguém sonha, por exemplo, que sobe uma escada, está num naufrágio ou num incêndio. Na realidade, sonhou com uma relação sexual proibida. Alguém quer dizer uma palavra, esquece-a ou se engana, comete um lapso e diz uma outra que nos surpreende, pois nada terá a ver com aquela que se queria dizer: realizou um desejo proibido. Alguém vai andando por uma rua e, sem querer, torce o pé e quebra o objeto que estava carregando: realizou um desejo proibido.
Sublimação, consistindo em adotar um comportamento ou um interesse que possa enobrecer comportamentos instintivos de raiz Ética é renunciar às gratificações puramente instintuais por outras em conformidade com os valores sociais, como um homem pode encontrar uma válvula para seus impulsos agressivos tornando-se disputador de um prêmio, um jogador de football ou mesmo um cirurgião. Para Freud as obras de arte, as ciências, a religião, a Filosofia, as técnicas e as invenções, as instituições sociais e as ações políticas, a literatura e as obras teatrais (e se ele vivesse hoje diria que também as páginas na Internet) são sublimações, ou modos para a substituição do desejo sexual de seus autores e esta é a razão de existirem os artistas, os místicos, os pensadores, os escritores, cientistas, os líderes políticos, etc.
Esses mecanismos são aprendidos na família ou no meio social externo a que a criança e o adolescente estão expostos. Quando os mecanismos de defesa conseguem controlar as tensões, nenhum sintoma se desenvolve, apesar de que o efeito possa ser limitador das potencialidades do Ego, e empobrecedor da vida instintual. Se o mecanismo falha em eliminar as tensões e se o material reprimido retorna à consciência, o Ego é forçado a multiplicar e intensificar seu esforço defensivo e exagerar o uso dos vários mecanismos. É nestes casos que a loucura, os sintomas neuróticos, são formados. Para a psicanálise, as psicoses significam um severa falência do sistema defensivo, caracterizada também por uma preponderância de mecanismos primitivos. A diferença entre o estado neurótico e o psicótico seria, portanto, quantitativa, e não qualitativa.
Transferência. Freud afirmou que a ligação emocional que o paciente desenvolvia em relação ao analista representava a transferência do relacionamento que o paciente havia tido com seus pais e que o paciente inconscientemente projetava no analista. O impasse que existiu nessa relação infantil criava impasses na terapia, de modo que Freud considerou a solução da transferência o ponto chave para o sucesso do método terapêutico. Embora Freud demorasse a considerar a questão inversa, a da atratividade do paciente sobre o terapeuta, esse problema se manifestou tão cedo quanto ainda ao tempo das experiência de Breuer, que teria se deixado afetar sentimentalmente por sua principal paciente, Bertha Pappenheim.
Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente. (Significados conscientes e subconscientes). A vida psíquica dá sentido e coloração afetivo-sexual a todos os objetos e a todas pessoas que nos rodeiam e entre os quais vivemos. Por isso, sem que saibamos por que desejamos e amamos certas coisas e pessoas odiamos e tememos outras. As coisas e os outros são investidos por nosso inconsciente com cargas afetivas de libido.
É por esse motivo que certas coisas, certos sons, certas cores, certos animais, certas situações nos enchem de pavor, enquanto outras nos enchem de bem-estar, sem que o possamos explicar. A origem das simpatias e antipatias, amores e ódios, medos e prazeres desde a nossa mais tenra infância, era geral nos primeiros meses e anos de nossa vida, quando se formara as relações afetivas fundamenta e o complexo de Édipo.
Essa dimensão imaginária de nossa vida psíquica - substituições, sonhos, lapsos, atos falhos, prazer e desprazer com objetos e pessoas, medo ou bem-estar com objetos ou pessoas indica que os recursos inconscientes para surgir indiretamente á consciência possuem dois níveis: o nível do conteúdo manifesto (escada, mar e incêndio, no sonho; a palavra esquecida e a pronunciada, no lapso; pé torcido ou objeto partido, no ato falho) e o nível do conteúdo latente, que é o conteúdo inconsciente real e oculto (os desejos sexuais).
Nossa vida normal se passa no plano de conteúdos manifestos e, portanto, no imaginário. Somente uma análise psíquica e psicológica desses conteúdos, por meio de técnicas especiais (trazidas pela psicanálise), nos permite decifrar o conteúdo latente que se dissimula sob o conteúdo manifesto.
A psicanálise e a psicologia de Schopenhauer, Brentano e Hartmann
Alguns críticos de Freud dizem que ele não fez muito mais que desenvolver na Psicanálise as idéias que Arthur Schopenhauer colocou em seu livro "O mundo como vontade e representação", como o poder dos complexos com origem na inibição sexual, incesto, fixação materna e complexo de Édipo., a começar pela sua teoria dos instintos, os quais correspondem perfeitamente, na psicologia de Schopenhauer, à Vontade opressora que dirige as ações do homem, e o faz de modo total, não apenas no instinto sexual (Eros) como também no instinto de morte (Tanatus) uma manifestação da mesma Vontade condutora da natureza. O pensamento de Schopenhauer contem aspectos do que Freud desenvolveria mais tarde na Psicanálise: o poder dos complexos com origem na inibição sexual, incesto, fixação materna e complexo de Édipo e inclusive o que veio a ser a teoria fundamental do método da livre associação de idéias utilizado por Freud. O que Schopenhauer escreveu sobre a loucura antecipou a teoria da repressão e a concepção da etiologia das neuroses na teoria da Psicanálise de Freud. E o mais importante, Schopenhauer articula a maior parte da teoria freudiana da sexualidade.
E o mais importante, Schopenhauer articula a maior parte da teoria freudiana da sexualidade O conceito de "Vontade" de Schopenhauer contem também os fundamentos do que viria a ser os conceitos de "inconsciente" e "Id" da doutrina freudiana. A Vontade como coisa absoluta e auto-suficiente, tem ela própria "desejos". Quando se manifesta na forma de uma criatura ela busca se perpetuar por via dos meios de reprodução dessa criatura. Por isso o sexo é básico para a Vontade perpetuar a si própria. Resulta que o impulso sexual é o mais veemente de todos os apetites, o desejo dos desejos, a concentração de toda nossa vontade.
Os críticos consideram impressionante o quanto possivelmente Brentano influenciou a Freud. Este assistiu suas aulas por pelo menos dois anos, e exatamente na época que Brentano publicou seu famoso livro de 1874, no qual seu equacionamento entre o físico e o psíquico, o psicossomático, é mais salientado. O quanto Freud retirou de Schopenhauer foi provavelmente através de Brentano, citado inúmeras vezes no referido livro, no qual Brentano também discute amplamente Karl von Hartman, filósofo alemão, chamado "o filósofo do inconsciente", autor de "A filosofia do inconsciente", de 1983, e o faz precisamente na questão dos estados mentais inconscientes. Brentano gozava de grande popularidade entre os estudantes, entre os quais estavam, além de Sigmund Freud, o psicólogo Carl Stumpf, e o filósofo Edmund Husserl.

coisas mais serias, pra meus alunos pararem de perguntar sempre sobre esse assunto que nunca conseguem aprender na escola,ai vai uma breve explicação!

Ligações químicas
É impossível se pensar em átomos como os constituintes básicos da matéria sem se pensar em ligações químicas. Afinal, como podemos explicar que porções tão limitadas de matéria, quanto os átomos, possam formar os corpos com que nos deparamos no mundo macroscópico do dia-a-dia. Também é impossível se falar em ligações químicas sem falarmos em elétrons. Afinal, se átomos vão se unir uns aos outros para originar corpos maiores, nada mais sensato do que pensar que estes átomos entrarão em contato entre si. Quando dois átomos entram em contato, o fazem a través das fronteiras das suas eletrosferas, ou seja, de suas últimas camadas. Isso faz pensar que a última camada de um átomo é a que determina as condições de formação das ligações químicas.
Em 1868, Kekulé e Couper, propuseram a utilização do termo valência para explicar o poder de combinação de um átomo com outros. A valência de um dado elemento é que determina as fórmulas possíveis ou não de compostos formados por ele.
A primeira situação seria entender por que dois ou mais átomos se ligam, formando uma substância simples ou composta. Como, na natureza, os únicos átomos que podem ser encontrados no estado isolado (moléculas monoatômicas) são os gases nobres, logo se pensou que os demais átomos se ligariam entre si tentando alcançar a configuração eletrônica do gás nobre mais próximo deles na tabela periódica. Todos os gases nobres, com exceção do He, possuem 8 elétrons.
Esta maneira de pensar a ligação entre os átomos passou a ser conhecida por Teoria do octeto, e foi proposta por Kossel e Lewis no início do século XX. Baseado nessa idéia, a valência de um átomo passou a ser vista como a quantidade de elétrons que um átomo deveria receber, perder ou compartilhar para tornar sua última camada (camada de valência) igual a do gás nobre de número atômico mais próximo.
As ligações químicas podem ser classificadas em três categorias:
- Iônica
- Covalente normal e dativa
- Metálica
Ligação Iônica
Como o próprio nome já diz, a ligação iônica ocorre com a formação de íons. A atração entre os átomos que formam o composto é de origem eletrostática. Sempre um dos átomos perde elétrons, enquanto o outro recebe. O átomo mais eletronegativo arranca os elétrons do de menor eletronegatividade. Ocorre entre metais e não metais e entre metais e hidrogênio.
átomo com facilidade para liberar os elétrons da última camada: metal
átomo com facilidade de adicionar elétrons à sua última camada: não metal
A ligação iônica ocorre entre metais e não metais e entre metais e hidrogênio. Num composto iônico, a quantidade de cargas negativas e positivas é igual.
A ligação entre o sódio (11Na) e o cloro (17Cl) é um exemplo característico de ligação iônica. Observe a distribuição dos elétrons em camadas para os dois elementos:
Na 2 - 8 - 1 Cl 2 - 8 - 7
Para o cloro interessa adicionar um elétron à sua última camada, completando a quantidade de oito elétrons nela. Ao sódio interessa perder o elétron de sua camada M, assim a anterior passará a ser a última, já possuindo a quantidade necessária de elétrons. Na representação da ligação, utilizamos somente os elétrons da última camada de cada átomo. A seta indica quem cede e quem recebe o elétron. Cada elétron cedido deve ser simbolizado por uma seta. Esta representação é conhecida por fórmula eletrônica ou de Lewis.
O sódio possuía inicialmente 11 prótons e 11 elétrons. Após a ligação, a quantidade de prótons não se altera e a de elétrons passa a ser 10. O cloro que inicialmente possuía 17 prótons e 17 elétrons, tem sua quantidade de elétrons aumentada de uma unidade após a ligação. Com isso o sódio se torna um íon de carga 1+ e o cloro 1-. A força que mantém os dois átomos unidos é de atração elétrica, ou seja, uma ligação muito forte. Como foram utilizados um átomo de cada tipo, a fórmula do composto será NaCl.
http://cost.georgiasouthern.edu/chemistry/general/molecule/polar.htm
De maneira análoga podemos observar a ligação entre o flúor (9F) e o alumínio (13Al). O alumínio perde os três elétrons de sua última camada, pois a penúltima já possui os oito elétrons necessários. Como o átomo de flúor possui 7 elétrons em sua última camada, precisa de apenas mais um elétron. São necessários três átomos de flúor para acomodar os três elétrons cedidos pelo alumínio.
De maneira análoga ao exemplo anterior, ocorre a formação de íons positivo e negativo devido a quebra do equilíbrio entre as quantidades de prótons e elétrons nos átomos. O alumínio passa a ser um íon de carga 3+ e o fluor 1-. A fórmula do composto será AlF3.
Ligação covalente simples
É o tipo de ligação que ocorre quando os dois átomos precisam adicionar elétrons em suas últimas camadas. Somente o compartilhamento é que pode assegurar que que estes átomos atinjam a quantidade de elétrons necessária em suas últimas camadas. Cada um dos átomos envolvidos entra com um elétron para a formação de um par compartilhado, que a partir da formação passará a pertencer a ambos os átomos. Ocorre entre não metais e não metais, não metais e hidrogênio e entre hidrogênio e hidrogênio.
O hidrogênio possui somente uma camada contendo um único elétron, compartilhando 1 elétron, atinge a quantidade necessária para a camada K, que é de dois elétrons. Os elétrons compartilhados passam a ser contados para as eletrosferas dos dois átomos participantes da ligação.
Na molécula de nitrogênio ocorrem três ligações covalentes entre os dois átomos.
7N 2 - 5
Estas três ligações garantem que os dois átomos de nitrogênio atinjam a quantidade de oito elétrons nas suas últimas camadas. A ligação covalente entre dois átomos iguais é dita apolar, pois nela os elétrons são compartilhados de maneira igual, nenhum dos átomos tem mais força que o outro para atrair o elétron para si.

http://cost.georgiasouthern.edu/chemistry/general/molecule/polar.htm
A molécula de CO2 é formada por dois átomos de oxigênio e um de carbono unidos através de ligações covalentes.
6C 2 - 4 8O 2 - 6
O átomo de carbono compartilha 4 elétrons e cada átomo de carbono 2, garantindo assim que ambos atinjam os oito elétrons nas últimas camadas.
Como a ligação é entre átomos diferentes e com diferentes eletronegatividades, a ligação é dita polar pois o átomo de oxigênio atrai para si mais fortemente os elétrons compartilhados.
http://cost.georgiasouthern.edu/chemistry/general/molecule/polar.htm

Além da fórmula eletrônica, os compostos covalentes podem ser representados pela fórmula estrutural, onde cada par compartilhado é representado por um traço. Ex.: H - H, O = C = O.
Uma ligação covalente unindo dois átomos é dita simples. O conjunto de duas ligações unindo dois átomos é dito dupla ligação. O conjunto de rês ligações unindo dois átomos é dito tripla ligação.
Ligação covalente dativa ou coordenada
A existência de algumas moléculas não pode ser explicada simplesmente através da ligação covalente simples. Para estes casos foi formulada a teoria da ligação covalente coordenada. Neste tipo de ligação, um dos átomos que já estiver com última camada completa entra com os dois elétrons do par compartilhado. Este par de elétrons apresenta as mesmas características do da ligação covalente simples, a única diferença é a origem dos elétrons, que é somente um dos átomos participantes da ligação. Os elétrons do par passam a pertencer a ambos os átomos participantes. A ligação covalente coordenada é representada por uma seta que se origina no átomo doador e termina no átomo receptor.
Dadas as distribuições eletrônicas em camadas para os átomos de 16S e 8O.
S 2 - 8 - 6 O 2 - 6
Compartilhando dois elétrons através de ligações covalentes simples, ambos os átomos atingem os oito elétrons na última camada.
No entanto, esta molécula ainda pode incorporar ainda um ou dois átomos de oxigênio. Tal fato só pode ser explicado se o enxofre utilizar um ou dois pares de elétrons não envolvidos em ligações para formar um ou dois pares dativos com o oxigênio.
Tabela2();Inv(1,15);
Outra molécula que não pode ser explicada somente com a ligação covalente simples é a de CO2. O interessante desta molécula é que a ligação covalente dativa ocorre do átomo mais eletronegativo (O) para o menos eletronegativo (C).
Ligação metálica
É o tipo de ligação que ocorre entre os átomos de metais. Os átomos dos elementos metálicos apresentam forte tendência a doarem seus elétrons de última camada. Quando muitos destes átomos estão juntos num cristal metálico, estes perdem seus elétrons da última camada. Forma-se então uma rede ordenada de íons positivos mergulhada num mar de elétrons em movimento aleatório. Se aplicarmos um campo elétrico a um metal, orientamos o movimento dos elétrons numa direção preferencial, ou seja, geramos uma corrente elétrica.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Lenda de Tir na nÓg - Conto Celta

A Lenda de Tir na nÓg - Conto Celta


A lenda de Tir Na nOg, relata uma história conhecida de todos os que se interessam por mitologia e lendas do passado e não são poucos os que desejariam haver um fundo de verdade na existência desta terra mágica. A busca da eterna juventude sempre foi algo que o Homem perseguiu ao longo dos tempos e lendas como esta continuam a [...]

Tir Na nOg era uma terra encantada, onde vivia um povo de enorme beleza, os Tuatha De Danann. De acordo com a mitologia Celta, os Tuatha De Danann pertenciam à
última geração de deuses que reinavam na Irlanda e eram possuidores de grande poder mágico, como de grande habilidade em todas as artes.

Depois de terem sido derrotados em batalha, foi lhes oferecido o subsolo da Irlanda para viverem. Eventualmente alguns terão aceitado, dando origem aos elementais
da terra, mas outros terão viajado para Tir Na nOg onde se terão estabelecido.

A história de Tir Na nOg está intimamente ligada à história de Oisin, um dos maiores, heróis e poetas, da antiga Irlanda. Oisin era filho de Fionn MacCumhail e tornou-se membro do lendário grupo de heróis chamado de Fianna. Os Fianna possuíam grande coragem, força e destreza, tanto para as artes de guerra como para simples caça. Viviam também sob um código moral de valores muito elevados.

Um dia, estavam os Fianna à caça, quando foram abordados por uma mulher de enorme beleza que montava um cavalo branco de imponente porte.


Inquirida por Fionn sobre quem era, de onde vinha e o que queria daquelas paragens, apresentou-se como Niamh do Cabelo Dourado, uma Tuatha De Danann e filha de Manannan, deus do mar e rei de Tir Na nOg e que tinha vindo até terras da Irlanda para encontrar o grande herói e poeta de nome Oisin, homem que ela tinha escolhido para esposo.

Até aquele momento, Oisin não tinha conseguido sair do transe que a beleza daquela mulher o tinha colocado, mas ao ouvir o seu nome pareceu despertar.
Aproximando-se dela, perguntou-lhe que tipo de terra era Tir Na nOg.

Niamh descreveu a sua terra como uma terra encantada, onde ninguém envelhecia ou adoecia, uma terra onde todos os desejos se realizavam.

Sem hesitar, Oisin despediu-se do pai e dos amigos e pulou para a garupa do cavalo da sua amada Niamh. Num último aceno, prometeu voltar um dia.

Os Fianna viram com assombro aquele cavalo galopar sobre as ondas em direcção Oeste, levando consigo o seu heróis Oisin. Fionn sossegou-se, lembrando que Oisin tinha prometido voltar.

Como ninguém adoecia ou envelhecia em Tir Na nOg, Oisin passou lá 300 anos sem que tivesse sentido o passar do tempo. Ele e a sua amada Niamh tinham um vida perfeita, toda ela cheia de amor e felicidade.Mas nem aquela terra encantada poderia banir dele as memórias do passado e começou a sentir enormes saudades, da sua terra, do seu pai e dos seus amigos.





Niamh entendeu esta necessidade de voltar à terra dos mortais e cedeu-lhe um cavalo mágico para que ele pudesse matar as saudades que sentia. No entanto avisou-o de que em momento algum poderia pisar o solo que o tinha visto nascer. Se o fizesse, ele nunca poderia voltar a Tir Na nOg.

Oisin chegou à sua Irlanda para constatar que tinham passado 300 anos e que Fionn e os seus homens há muito que tinha morrido, sendo agora alimento para muitas das lendas e canções que fervilhavam por aquela terra.

Não encontrando o que procurava, Oisin decidiu voltar para Tir Na nOg e para os braços da sua amada Niamh.

No caminho de regresso, deparou-se com alguns homens tentando mover uma enorme e pesada rocha e inclinou-se no cavalo para os ajudar. Foi quando a tragédia aconteceu. Escorregou da sela e caiu em terra mortal, transformando-se de imediato num homem muito velho e cego.

Durante muitos anos, Oisin percorreu as terras da Irlanda até que um dia encontrou S.Patrício que o levou para casa e o tentou converter ao Cristianismo. Oisin falou-lhe sobre os Fianna, sobre os guerreiros da antiga Irlanda e sobre Tir Na nOg.

Oisin morreu logo depois, sem nunca ter voltado a ver Tir Na nOg, nem a sua Niamh e sem nunca saber que para o não prender, Niamh não lhe tinha contado que iria ser pai.
Assim termina a história de Tir Na nOg, ensinando-nos que a eterna juventude á coisa para fadas e não para mortais, mas isso nunca nos impedirá de sonhar.

A Deusa Morrigan.


Imaginem uma mulher extremamente alta, cabelos castanhos escuros longos até a cintura que serviam como uma espécie de ´´capa´´ sobre os ombros, olhos penetrantes tão negros como a noite, pele branca quase translúcida e corpo de músculos bem delineados que não deixavam de revelar encantos femininos sem par e fazer qualquer um pensar nos prazeres carnais que ela poderia oferecer.

Agora não se deixem enganar por sua bela aparência, pois detrás delas há uma guerreira implacável, caçadora das mais hábeis, mestra no manuseio de qualquer arma e invencível no combate por sua força descomunal e invulnerabilidade.

Aliás, em qualquer batalha, seja entre deuses ou mortais, lá estava ela liderando tropas com um grito de guerra tão alto quanto o de dez mil homens e plenamente armada até os dentes onde se destacava em sua indumentária de combate as duas lanças da mais pura prata que carregava nas mãos ( quando lançadas capazes de partir ao meio o avanço de um exército inimigo e destroçar em pedaços quem estivesse mais próximo )

Ela também tinha poderes mágicos como o de cegar os inimigos jogando sobre o campo de batalha uma névoa penetrante bem como também dotada do dom de mudar sua forma humana para de um corvo carniceiro, lobo ou mesmo de uma anciã de aparência bem inocente. Conhecendo bem tanto o poder curativo das ervas e raízes quanto a maneira de usa-las como um veneno mortal.

Esta em poucas palavras é a descrição de Morrigan, cujo o nome em gaélico significa ´´Grande Rainha´´, deusa celta da guerra. Ao seu lado, seguindo-a para todo lado como um séquito de uma rainha, haviam as suas não menos importantes irmãs : Fea ( chamada de ´´ a Odiosa ´´ ), Nemon ( conhecida também popularmente como ´´ a Venenosa ´´ ) , Badh ( atendendendo pelo apelido sugestivo de ´´a Fúria´´ ) e Macha.

Nemon e Fea eram ambas esposas do famoso Nuada da Mão de Prata, um dos reis dos Tuatha Dé Danann (Povo da Deusa Danu) que em combate com Sreng dos Fir Bolgs ( antigos habitantes da Irlanda e tribo aliada dos Fomorianos ) teve a mão decepada e depois substituida por uma mão de prata feita através das incriveis habilidades de Diancecht ( deus gaélico da medicina )até ser restituida por Miach e Airmid ( filhos de Diancecht ) Em poder se comparavam juntas a força de Morrigan.

Macha regia os pilares nos quais eram empaladas as cabeças dos guerreiros mortos em combate para qual eram feitos pelos celtas o culto da cabeça na idéia de ser assim capaz de capturar o espírito dos inimigos. Diziam que Macha vivia a cantar nos campos de batalha, com uma voz bela e magnética que tinha o poder de enfeitiçar os inimigos e leva-los a loucura ao ponto de cometerem o suicidio

Por sua vez, Badh vinha com suas irmãs para animar os combatentes dos quais estavam ao seu lado na batalha para assim inspira-los a ficarem cada vez mais ferozes , afastando o medo da morte do coração e o receio da derrota. Era individualmente a irmã mais próxima no contato com Morrigan, atuando como sua conselheira e confidente.

Curiosamente a Grande Rainha , sempre vitoriosa no combate, acabou pelo amor não correspondido de Cuchulainn ( uma espécie de semi-deus e herói celta ao estilo de Hércules dos gregos ) sendo atingida de uma forma mais dolorosa do que em qualquer ferimento obtido em batalha. Assim, ironicamente, o Amor foi a arma que finalmente derrotou a invencível Morrigan !

vamos falar um pouco da cultura celta esses dias. aproveitem!!!!!


As lendas mais antigas dão conta que num distante dia primaveril dois sóis despontaram no horizonte para iluminar o mundo. Um deles era o velho Astro-Rei que como sempre emergiu do Leste para iniciar sua caminhada costumeira pelo céu até encontrar seu descanso no Oeste, enquanto o outro anunciava o nascimento de uma filha dos Tuatha Dé Danann.

Como fosse uma revelação do que seria o destino daquela menina no mundo e marca de sua força a casa onde nasceu ardeu até alcançar o céu numa chama de brilho imperecível nunca desfeita em pó , competindo em pé de igualdade com a luz do Sol durante o dia e até mesmo vencendo as trevas na noite .

Os que presenciaram o nascimento deste bebê de mística beleza puderam relatar de que no lugar de cabelos saiam de sua cabeça um pilar de fogo perpétuo solidificado em uma massa pétrea de cor vibrante que era como uma coroa de rubis a enfeitar ainda mais a face daquela criatura de ares sobrenaturais. Ela foi chamada de Brigindo pelos gauleses, Brigantia pelos britânicos e Brigith pelos gaélicos, sendo consagrada o seu culto pelos celtas principalmente como deusa do fogo.

Contudo, não era apenas fogo como elemento físico que representava arquetipicamente a imagem daquela divindade na medida em que os celtas tinham uma interpretação toda peculiar a respeito dos elementos da natureza. Assim, por exemplo, encaravam o fogo como uma energia espiritual latente a todas as coisas e inerente a certos processos cognitivos do intelecto humano bem como também a alguns estados emocionais como paixão, caridade, amor e etc . Nesta perspectiva , não por outra razão Brigith como ´´deusa do fogo´´ era vista também como uma espécie de patrona das Artes e da Poesia.


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Literatura Fantástica





AS MIL E UMA NOITES

Ler As Mil e Uma Noites é adentrar no exótico mundo da mais famosa compilação de contos (fantásticos) árabes. Ninguém sabe ao certo quem foi (ou quem foram) o autor das fabulosas histórias contidas no livro. Porém, estima-se que as mesmas tenham sido compostas entre os séculos VIII e XV, sendo compiladas neste último. Algumas pesquisas mostram que os contos mais antigos são de origem indo-iraniana e os mais recentes são populares contos egípcios.Esta é uma belíssima coletânea, preservada pela tradição oral de diversos povos orientais e famosa em todo o mundo. No escopo da maioria dos contos, há sempre uma lição a ser aprendida, uma moral a ser assimilada ou, no mínimo, um conteúdo instigante. No entanto, o grande fascínio das histórias, está na apresentação da riqueza contida na cultura oriental, tão diferente da nossa (nem melhor, nem pior) e tão preservada ainda hoje. Ao lermos as histórias, somos, literalmente, levados para um mundo mágico e repleto de personagens fantásticos.

Alguns dos contos são tão famosos, que ganharam “livros próprios” e produções cinematográficas. Quem não se recorda de “Ali Babá e Os Quarenta Ladrões”, “Simbad, o Marujo” e “Alladin”, que transformaram-se em adaptações de todos os gêneros (ação,infantil,aventura)? Ressalto que, embora essas estejam entre as histórias mais famosas, o livro possui outros contos maravilhosos, agradando a todos os gostos.

Em As Mil e Uma Noites, já em sua parte introdutória, somos apresentados a uma história fascinante, que enseja o relato de todas as outras.

Shariar é o sultão de um poderoso reino. Em virtude da traição de sua esposa, Shariar desposa, a cada noite, uma mulher diferente, que é executada logo no dia seguinte. Certo dia, Sherazade, a filha do Vizir (alto funcionário nos reinos muçulmanos) mesmo diante dos apelos do pai, foi a escolhida do sultão. Aparentemente resignada com seu destino, Sherazade tem um plano em mente…

Na primeira hora em que passa com o “soberano”, através de uma sábia e inteligente estratégia, ela começa a contar uma história interessantíssima e, justamente no ponto mais instigante, ao amanhecer, ela interrompe o relato, finalizando-o só na noite seguinte, começando imediatamente outra história. Extremamente habilidosa nessa arte, Sherazade assim procede durante “mil e uma noites”… e, da mesma forma que o sultão, ficamos fascinados e mais interessados a cada novo conto relatado. Tudo que há de mais fascinante, está presente nos contos de Sherazade.

Caso você ainda não tenha lido essa maravilhosa coletânea, eis uma indicação que vale muito a pena arriscar. Principalmente para os ávidos por leitura…como eu!

Continua aguardem!!!

Serviços: “As Mil e Uma Noites” – versão de Galland.

Literatura Árabe - História da Literatura Árabe









História da Literatura Árabe



literatura dos povos de língua árabe e um dos principais veículos da civilização islâmica. A literatura árabe clássica surgiu de reflexões religiosas e eruditas.

Época medieval

O exemplo de maior destaque da literatura árabe é o Alcorão, livro que os muçulmanos julgam revelado por Deus a seu profeta, Maomé, no século VII, e que é reverenciado em todo mundo.

Conservam-se centenas de odes e poemas compostos um século antes da época do profeta. Entre os autores mais destacados encontram-se al-Asha, Amr ibn-Kultum e Imru-al-Qays. O Hamasa de AbuTammam, el Mufaddaliyat, resumido por al-Mufaddal, e el Kitab al-Agani são famosos recopiladores da poesia pré-islâmica.

A poesia continuou prosperando sob da dinastia omíada (661-750) com poetas como al-Farazdaq e Jarir. O poeta do século X al-Mutanabbi é considerado como o último dos grandes poetas árabes.

As obras em prosa mais antigas que sobreviveram, com o pré-islâmico Aiyam al-Arab, são histórias que comemoram guerras tribais. Ibn-Ishaq escreveu uma biografia do Profeta.

Graças às academias, o pensamento filosófico islâmico estimulou-se através do estudo dos antigos filósofos gregos, nos séculos XII e XIII, o sufismo islâmico expressou-se através da poesia de Ibn al-Faridand Ibn al-Arabí e nos Escritos dos Irmãos da pureza. Os grandes filósofos medievais influenciaram no desenvolvimento da escolástica. Os mais destacados foram Averroés (Ibn Rusd), Avicena (Ibn Sina) e Al Ghazali.

A literatura popular, constituída por narrações dos contadores de histórias, formam uma tradição oral ainda viva nesta parte do mundo. Os heróis da Antigüidade e o famoso califa do século VIII Harun al-Rachid se converteram em protagonistas de contos como os de As Mil e uma noites. Os famosos Maqamat (Saraus) do poeta al-Hamadani e as Maqamat do escritor al-Hariri foram criadas tanto para instruir como para divertir.

Época moderna

Um dos escritores mais aplaudidos da atualidade é o romancista, autor teatral e roteirista Naguib Mahfouz, prêmio Nobel em 1988. O romance também é representado por M. Hussain Heikal; a poesia por Shauqi e por A. Z. Abushady; os contos por Mahmud Taimur, e o ensaio literário e filosófico por Taha Hussein. Tawfiq al-Hakim e Salama Musa, entre outros, optaram por uma literatura mais ocidentalizada. As poesias do Profeta, de Kahlil Gibran, são lidas em todo mundo.

Literatura Árabe Andaluza

Com a introdução da poesia árabe na nascente cultura árabe-andaluza, prosperaram eruditos e recopiladores como Ibn Abd Rabbini (860-940), Abú al-Qali (901-967), Ibn Bassan de Santarén (?-1147) e Said al-Magrabi. Autores autônomos importantes foram Yahya al-Hakam al-Bakrí (?-864) e Abd al-Malik (796-852), que foi o primeiro historiador andaluz.

Abd al-Rahmán III rodeou-se de poetas e eruditos para conseguir uma consciência nacional. Assim surgiram as escolas poéticas sevilhana — inclinada para a poesia amorosa e lírica — e cordobesa, mais intelectual e filosófica. Durante o reinado de Al Hakam destacou-se o grande poeta Ibn Hani de Elvira (?-972) e apareceram obras como o Livro dos hortos, uma antologia de poetas árabe-andaluzes.

Após os reinos de Taifas as letras árabe-andaluzas alcançaram um grande desenvolvimento. Em Sevilla sobressaiu-se al-Mutadid e, em Córdoba, Ibn Hazm (944-1064), autor de O colar da pomba.

As grandes figuras nas composições líricas da dinastia almorávida foram ibn Quzmán (c. 1078-1160), ibn Hafaga de Alcira (?-1134) e ibn al-Zaqqah.

Com os almorávidas desenvolveu-se uma literatura filosófica nas quais se destacaram o já mencionado Averroés e ibn Arabi, a figura mais representativa do sufismo árabe-espanhol.

espero que voçês desfrutem dessa leitura!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Goethe - o meu autor mais amado! espero que vcs gostem

Goethe
Conheça a biografia de Goethe, obras, poesias, pensamentos, frases, obra Fausto, literatura alemã

retrato de Goethe
Goethe: importante representante da literatura alemã


Johann Wolfgang Von Goethe foi um importante romancista, dramaturgo e filósofo alemão. Nasceu na cidade de Frankfurt em 28 de agosto de 1749 e morreu em Weimar, no dia 22 de março de 1832.

Goethe era formado em Direito e chegou a atuar como advogado por pouco tempo. Como sua paixão era a literatura, resolveu dedicar-se a esta área. Fez parte de dois movimentos literários importantes: romantismo e expressionismo. Apresentou também um grande interesse pela pintura e desenho.


No ano de 1786 foi para a Itália, onde morou por dois anos. Neste período escreveu importantes obras como, por exemplo, Torquato Tasso (drama), Ifigênia em Taúrides (peça de teatro) e as Elegias Romanas.

Porém, sua grande obra foi o poema Fausto, escrito em 1806. Baseada numa
lenda, esta obra relata a vida de Dr. Fausto, que vendeu a alma para o diabo em troca de prazeres terrenos, riqueza e poderes ilimitados.

Em 1806 casou-se com Christiane Volpius, que faleceu dez anos depois.

Escreveu também sobre temas científicos. Defendia uma nova explicação para a teoria das cores, em oposição à defendida por Isaac Newton. Demonstrou também grande interesse por botânica e pela origem das formas de vida (animal e vegetal). Alguns pesquisadores afirmam que seus estudos abriram caminho para o darwinismo e evolucionismo (teoria da Evolução das Espécies).



Principais obras de Goethe

- Götz von Berlichingen - 1773
- Prometheus - 1774
- Os Sofrimentos do Jovem Werther - 1774
- Egmont - 1775
- Ifigênia em Taúrides - 1779

- Torquato Tasso - 1780
- Reineke Raposo - 1794
- Xenien (em conjunto com Friedrich Schiller) - 1796
- Fausto - 1806
- Hermann e Dorothea - 1798
- Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister - 1807
- Faust II - 1833

Frases de Goethe

- "A idade não nos torna adultos. Não! Faz de nós verdadeiras crianças."
- "Todas as coisas no mundo são metáforas."
- "A igualdade nos faz repousar. A contradição é que nos torna produtivo."
- "Coloquei a minha casa sobre o nada, por isso todo o mundo é meu."
- "A alegria não está nas coisas: está em nós."
- "A natureza do amor tem sempre algo de impertinente."
- "Ninguém é mais escravo do que aquele que se considera livre sem o ser."
- "O que cantamos em companhia vai de cada coração aos demais corações."
- "Um homem de valor nunca é ingrato."
- "O homem deseja tantas coisas, e no entanto precisa de tão pouco."




-----------------------------------------------------------------------------------



De Mário Quintana para Érico Veríssimo


Havia uma escada que parava de repente no ar
Havia uma porta que dava para não se sabia o quê
Havia um relógio onde a morte tricotava o tempo

Mas havia um arroio correndo entre os dedos
buliçosos dos pés

E pássaros pousados nas pautas dos fios do telégrafo

E vento!

O vento que vinha desde o princípio do mundo
Estava brincando com teus cabelos


-------------------------------------------------------------------------



ando e somente ando..

Ando correndo pelo horizonte,
e tropeçando em nuvens..
Ando flutuando no mar,
e me afogando em espumas...
Ando pairanda na lama,
e me agarrando ao vento...
Ando me escondendo de teus olhos,
e me perdendo em teus beijos...
Mas ando, ando e não chego
a lugar algum,
não sei se um dia vou descansar
debaixo de uma castanheira,
lendo Goethe e comendo chocolates.






terça-feira, 21 de outubro de 2008

Origens da lua de mel






A ORIGEM DA “LUA DE MEL” QUEM JÁ SE CASOU,PASSOU POR ELA;UM MÊS DE VIAGENS,DIVERSÕES,NOVIDADES,ACASALAMENTO,COMUNHÃO.PERÍODO ESCOLHIDO PARA QUE OS RECÉM CASADOS SE CONHECESSEM E SE ADAPTASSEM Á NOVA VIDA.MAS,PORQUE LUA DE MEL? HÁ VÁRIAS VERSÕES,TODAS CONVERGINDO PARA A MESMA RAIZ. HÁ 4000 ANOS,NA BABILONIA,NO PRIMEIRO MÊS DO CASAMENTO ,O PAI DA NOIVA TINHA QUE OFERECER AO GENRO UMA BEBIDA ALCOOLICA FERMENTADA NO MEL.COMO OS BABILONIOS,E QUASE TODOS OS POVOS ANTIGOS,CONTAVAM O TEMPO PELO CALENDARIO LUNAR(UM MÊS,UMA LUA)FICOU A EXPRESSÃO LUA DE MEL. A VERSÃO GERMANICA É UMA VARIAÇÃO SOBRE O MESMO TEMA;SÓ QUE LÁ,A BEBIDA É CHAMADA HIDROMEL;NA VERSÃO IRLANDESA,A BEBIDA CHAMAVA-SE MEAD;ERA COMPOSTA DE ÁGUA,MEL,MALTE,LEVEDO,ENTRE OUTROS INGREDIENTES;COMO A FESTA DE BODAS DURAVA QUASE UM MÊS,OU ,UMA LUA,EIS AÍ,A LUA DE MEL,EM INGLÊS,HONEYMOON. JÁ OS PERSAS JURAVAM QUE,NO CASAMENTO,A PRIMEIRA LUA,ERA DE MEL;DA SEGUNDA,EM DIANTE ERADE ABSINTO,UMA BEBIDA ALUCINÓGENA,MUITO AMARGA.DEVIA SER PARA QUANDO O PRÍNCIPE COMEÇASSE A VIRAR SAPO. TAÍ A EXPLICAÇÃO.NOTEM QUE OS POVOS DE LINGUA INGLESA,COSTUMAM CHAMAR SEUS COMPANHEIROS DE HONEY.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

lista de alguns filósofos para ajudar-lhes na consulta!


Olá pessoal, pra quem gostam de filosofia ai vão alguns dos meus filósofos preferidos, espero que gostem da lista!


Boa leitura!

Pré-socráticos

Sócrates 470a.C.(c.)-399a.C.(c.)

Platão 428a.C.(c.)-348 a.C.(c.)

Aristóteles 384a.C-322 a.C.

Helênicos

Romanos

Medievais


Renascentistas


Modernos


Contemporâneos


domingo, 19 de outubro de 2008

TEXTOS DE CULTURA CLÁSSICA



Domingo, 19 de Outubro de 2008

TEXTOS DE CULTURA CLÁSSICA


TEXTOS DE CULTURA CLÁSSICA
tcc

Série de trabalhos com finalidade didática e de divulgação, concernentes a quaisquer aspectos das culturas da Antigüidade Clássica e de outras culturas com ela relacionadas.

As contribuições para Textos de Cultura Clássica devem estar de acordo com as normas estabelecidas pelo Conselho Editorial da SBEC, ora em reformulação.

Eis a lista dos textos publicados até agora, todos já esgotados:

  1. O Império Romano e seu discurso histórico, N.M. Mendes.
  2. A teologia de Epicuro, R.A. Ullmann.
  3. Os entes são números?, M.G. Santos e J.L. Brandão.
  4. A retórica clássica, J.P. Mendes.
  5. Política e utopia na República de Platão, M. G. M. Augusto.
  6. Da Clemência de Sêneca, I. Braren.
  7. O epicurismo e a poesia latina, Z.A. Cardoso.
  8. O rigor do discurso, D. Schüler.
  9. O papel da cultura material no ensino de História, P.P.A. Funari.
  10. A arte de Agamêmnon, M.P. Marques.
  11. A natureza da alma no poema de Tito Lucrécio Caro, M.G. Novak.
  12. Do épos à epopéia, J.L. Brandão.
  13. O pensamento econômico no escravismo antigo, M.S. Xavier.
  14. Platonismo e matemática, M. Bulcão.
  15. As relações entre a Índia e o Ocidente antes e depois de Alexandre, M.L. Jarocka.
  16. Sófocles-Brecht: diálogo, W. Jens.
  17. Poder e competência no Político de Platão, M. Nogueira;
    A tristeza carnavalesca do Satyricon, A.A. Peterlini.
  18. ΤΟ ΟΝΟΜΑ ΚΑΙ ΤΟ ΠΡΑΓΜΑ, O nome e o real, Isabela Aquino Bocayuva
    Introdução ao estudo dos Carmina Burana, M.L.K. Bastos [1995].
  19. Representação do Logos nas Nuvens de Aristófanes, J.L. Brandão
    Poder e Persuasão: O Visível e o Invisível nos Argumentos do Livro 2 da República, M.G.M. Augusto [1996]

Infelizmente, a série foi interrompida em 1996.