segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Literatura Fantástica





AS MIL E UMA NOITES

Ler As Mil e Uma Noites é adentrar no exótico mundo da mais famosa compilação de contos (fantásticos) árabes. Ninguém sabe ao certo quem foi (ou quem foram) o autor das fabulosas histórias contidas no livro. Porém, estima-se que as mesmas tenham sido compostas entre os séculos VIII e XV, sendo compiladas neste último. Algumas pesquisas mostram que os contos mais antigos são de origem indo-iraniana e os mais recentes são populares contos egípcios.Esta é uma belíssima coletânea, preservada pela tradição oral de diversos povos orientais e famosa em todo o mundo. No escopo da maioria dos contos, há sempre uma lição a ser aprendida, uma moral a ser assimilada ou, no mínimo, um conteúdo instigante. No entanto, o grande fascínio das histórias, está na apresentação da riqueza contida na cultura oriental, tão diferente da nossa (nem melhor, nem pior) e tão preservada ainda hoje. Ao lermos as histórias, somos, literalmente, levados para um mundo mágico e repleto de personagens fantásticos.

Alguns dos contos são tão famosos, que ganharam “livros próprios” e produções cinematográficas. Quem não se recorda de “Ali Babá e Os Quarenta Ladrões”, “Simbad, o Marujo” e “Alladin”, que transformaram-se em adaptações de todos os gêneros (ação,infantil,aventura)? Ressalto que, embora essas estejam entre as histórias mais famosas, o livro possui outros contos maravilhosos, agradando a todos os gostos.

Em As Mil e Uma Noites, já em sua parte introdutória, somos apresentados a uma história fascinante, que enseja o relato de todas as outras.

Shariar é o sultão de um poderoso reino. Em virtude da traição de sua esposa, Shariar desposa, a cada noite, uma mulher diferente, que é executada logo no dia seguinte. Certo dia, Sherazade, a filha do Vizir (alto funcionário nos reinos muçulmanos) mesmo diante dos apelos do pai, foi a escolhida do sultão. Aparentemente resignada com seu destino, Sherazade tem um plano em mente…

Na primeira hora em que passa com o “soberano”, através de uma sábia e inteligente estratégia, ela começa a contar uma história interessantíssima e, justamente no ponto mais instigante, ao amanhecer, ela interrompe o relato, finalizando-o só na noite seguinte, começando imediatamente outra história. Extremamente habilidosa nessa arte, Sherazade assim procede durante “mil e uma noites”… e, da mesma forma que o sultão, ficamos fascinados e mais interessados a cada novo conto relatado. Tudo que há de mais fascinante, está presente nos contos de Sherazade.

Caso você ainda não tenha lido essa maravilhosa coletânea, eis uma indicação que vale muito a pena arriscar. Principalmente para os ávidos por leitura…como eu!

Continua aguardem!!!

Serviços: “As Mil e Uma Noites” – versão de Galland.

Literatura Árabe - História da Literatura Árabe









História da Literatura Árabe



literatura dos povos de língua árabe e um dos principais veículos da civilização islâmica. A literatura árabe clássica surgiu de reflexões religiosas e eruditas.

Época medieval

O exemplo de maior destaque da literatura árabe é o Alcorão, livro que os muçulmanos julgam revelado por Deus a seu profeta, Maomé, no século VII, e que é reverenciado em todo mundo.

Conservam-se centenas de odes e poemas compostos um século antes da época do profeta. Entre os autores mais destacados encontram-se al-Asha, Amr ibn-Kultum e Imru-al-Qays. O Hamasa de AbuTammam, el Mufaddaliyat, resumido por al-Mufaddal, e el Kitab al-Agani são famosos recopiladores da poesia pré-islâmica.

A poesia continuou prosperando sob da dinastia omíada (661-750) com poetas como al-Farazdaq e Jarir. O poeta do século X al-Mutanabbi é considerado como o último dos grandes poetas árabes.

As obras em prosa mais antigas que sobreviveram, com o pré-islâmico Aiyam al-Arab, são histórias que comemoram guerras tribais. Ibn-Ishaq escreveu uma biografia do Profeta.

Graças às academias, o pensamento filosófico islâmico estimulou-se através do estudo dos antigos filósofos gregos, nos séculos XII e XIII, o sufismo islâmico expressou-se através da poesia de Ibn al-Faridand Ibn al-Arabí e nos Escritos dos Irmãos da pureza. Os grandes filósofos medievais influenciaram no desenvolvimento da escolástica. Os mais destacados foram Averroés (Ibn Rusd), Avicena (Ibn Sina) e Al Ghazali.

A literatura popular, constituída por narrações dos contadores de histórias, formam uma tradição oral ainda viva nesta parte do mundo. Os heróis da Antigüidade e o famoso califa do século VIII Harun al-Rachid se converteram em protagonistas de contos como os de As Mil e uma noites. Os famosos Maqamat (Saraus) do poeta al-Hamadani e as Maqamat do escritor al-Hariri foram criadas tanto para instruir como para divertir.

Época moderna

Um dos escritores mais aplaudidos da atualidade é o romancista, autor teatral e roteirista Naguib Mahfouz, prêmio Nobel em 1988. O romance também é representado por M. Hussain Heikal; a poesia por Shauqi e por A. Z. Abushady; os contos por Mahmud Taimur, e o ensaio literário e filosófico por Taha Hussein. Tawfiq al-Hakim e Salama Musa, entre outros, optaram por uma literatura mais ocidentalizada. As poesias do Profeta, de Kahlil Gibran, são lidas em todo mundo.

Literatura Árabe Andaluza

Com a introdução da poesia árabe na nascente cultura árabe-andaluza, prosperaram eruditos e recopiladores como Ibn Abd Rabbini (860-940), Abú al-Qali (901-967), Ibn Bassan de Santarén (?-1147) e Said al-Magrabi. Autores autônomos importantes foram Yahya al-Hakam al-Bakrí (?-864) e Abd al-Malik (796-852), que foi o primeiro historiador andaluz.

Abd al-Rahmán III rodeou-se de poetas e eruditos para conseguir uma consciência nacional. Assim surgiram as escolas poéticas sevilhana — inclinada para a poesia amorosa e lírica — e cordobesa, mais intelectual e filosófica. Durante o reinado de Al Hakam destacou-se o grande poeta Ibn Hani de Elvira (?-972) e apareceram obras como o Livro dos hortos, uma antologia de poetas árabe-andaluzes.

Após os reinos de Taifas as letras árabe-andaluzas alcançaram um grande desenvolvimento. Em Sevilla sobressaiu-se al-Mutadid e, em Córdoba, Ibn Hazm (944-1064), autor de O colar da pomba.

As grandes figuras nas composições líricas da dinastia almorávida foram ibn Quzmán (c. 1078-1160), ibn Hafaga de Alcira (?-1134) e ibn al-Zaqqah.

Com os almorávidas desenvolveu-se uma literatura filosófica nas quais se destacaram o já mencionado Averroés e ibn Arabi, a figura mais representativa do sufismo árabe-espanhol.

espero que voçês desfrutem dessa leitura!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Goethe - o meu autor mais amado! espero que vcs gostem

Goethe
Conheça a biografia de Goethe, obras, poesias, pensamentos, frases, obra Fausto, literatura alemã

retrato de Goethe
Goethe: importante representante da literatura alemã


Johann Wolfgang Von Goethe foi um importante romancista, dramaturgo e filósofo alemão. Nasceu na cidade de Frankfurt em 28 de agosto de 1749 e morreu em Weimar, no dia 22 de março de 1832.

Goethe era formado em Direito e chegou a atuar como advogado por pouco tempo. Como sua paixão era a literatura, resolveu dedicar-se a esta área. Fez parte de dois movimentos literários importantes: romantismo e expressionismo. Apresentou também um grande interesse pela pintura e desenho.


No ano de 1786 foi para a Itália, onde morou por dois anos. Neste período escreveu importantes obras como, por exemplo, Torquato Tasso (drama), Ifigênia em Taúrides (peça de teatro) e as Elegias Romanas.

Porém, sua grande obra foi o poema Fausto, escrito em 1806. Baseada numa
lenda, esta obra relata a vida de Dr. Fausto, que vendeu a alma para o diabo em troca de prazeres terrenos, riqueza e poderes ilimitados.

Em 1806 casou-se com Christiane Volpius, que faleceu dez anos depois.

Escreveu também sobre temas científicos. Defendia uma nova explicação para a teoria das cores, em oposição à defendida por Isaac Newton. Demonstrou também grande interesse por botânica e pela origem das formas de vida (animal e vegetal). Alguns pesquisadores afirmam que seus estudos abriram caminho para o darwinismo e evolucionismo (teoria da Evolução das Espécies).



Principais obras de Goethe

- Götz von Berlichingen - 1773
- Prometheus - 1774
- Os Sofrimentos do Jovem Werther - 1774
- Egmont - 1775
- Ifigênia em Taúrides - 1779

- Torquato Tasso - 1780
- Reineke Raposo - 1794
- Xenien (em conjunto com Friedrich Schiller) - 1796
- Fausto - 1806
- Hermann e Dorothea - 1798
- Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister - 1807
- Faust II - 1833

Frases de Goethe

- "A idade não nos torna adultos. Não! Faz de nós verdadeiras crianças."
- "Todas as coisas no mundo são metáforas."
- "A igualdade nos faz repousar. A contradição é que nos torna produtivo."
- "Coloquei a minha casa sobre o nada, por isso todo o mundo é meu."
- "A alegria não está nas coisas: está em nós."
- "A natureza do amor tem sempre algo de impertinente."
- "Ninguém é mais escravo do que aquele que se considera livre sem o ser."
- "O que cantamos em companhia vai de cada coração aos demais corações."
- "Um homem de valor nunca é ingrato."
- "O homem deseja tantas coisas, e no entanto precisa de tão pouco."




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De Mário Quintana para Érico Veríssimo


Havia uma escada que parava de repente no ar
Havia uma porta que dava para não se sabia o quê
Havia um relógio onde a morte tricotava o tempo

Mas havia um arroio correndo entre os dedos
buliçosos dos pés

E pássaros pousados nas pautas dos fios do telégrafo

E vento!

O vento que vinha desde o princípio do mundo
Estava brincando com teus cabelos


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ando e somente ando..

Ando correndo pelo horizonte,
e tropeçando em nuvens..
Ando flutuando no mar,
e me afogando em espumas...
Ando pairanda na lama,
e me agarrando ao vento...
Ando me escondendo de teus olhos,
e me perdendo em teus beijos...
Mas ando, ando e não chego
a lugar algum,
não sei se um dia vou descansar
debaixo de uma castanheira,
lendo Goethe e comendo chocolates.






terça-feira, 21 de outubro de 2008

Origens da lua de mel






A ORIGEM DA “LUA DE MEL” QUEM JÁ SE CASOU,PASSOU POR ELA;UM MÊS DE VIAGENS,DIVERSÕES,NOVIDADES,ACASALAMENTO,COMUNHÃO.PERÍODO ESCOLHIDO PARA QUE OS RECÉM CASADOS SE CONHECESSEM E SE ADAPTASSEM Á NOVA VIDA.MAS,PORQUE LUA DE MEL? HÁ VÁRIAS VERSÕES,TODAS CONVERGINDO PARA A MESMA RAIZ. HÁ 4000 ANOS,NA BABILONIA,NO PRIMEIRO MÊS DO CASAMENTO ,O PAI DA NOIVA TINHA QUE OFERECER AO GENRO UMA BEBIDA ALCOOLICA FERMENTADA NO MEL.COMO OS BABILONIOS,E QUASE TODOS OS POVOS ANTIGOS,CONTAVAM O TEMPO PELO CALENDARIO LUNAR(UM MÊS,UMA LUA)FICOU A EXPRESSÃO LUA DE MEL. A VERSÃO GERMANICA É UMA VARIAÇÃO SOBRE O MESMO TEMA;SÓ QUE LÁ,A BEBIDA É CHAMADA HIDROMEL;NA VERSÃO IRLANDESA,A BEBIDA CHAMAVA-SE MEAD;ERA COMPOSTA DE ÁGUA,MEL,MALTE,LEVEDO,ENTRE OUTROS INGREDIENTES;COMO A FESTA DE BODAS DURAVA QUASE UM MÊS,OU ,UMA LUA,EIS AÍ,A LUA DE MEL,EM INGLÊS,HONEYMOON. JÁ OS PERSAS JURAVAM QUE,NO CASAMENTO,A PRIMEIRA LUA,ERA DE MEL;DA SEGUNDA,EM DIANTE ERADE ABSINTO,UMA BEBIDA ALUCINÓGENA,MUITO AMARGA.DEVIA SER PARA QUANDO O PRÍNCIPE COMEÇASSE A VIRAR SAPO. TAÍ A EXPLICAÇÃO.NOTEM QUE OS POVOS DE LINGUA INGLESA,COSTUMAM CHAMAR SEUS COMPANHEIROS DE HONEY.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

lista de alguns filósofos para ajudar-lhes na consulta!


Olá pessoal, pra quem gostam de filosofia ai vão alguns dos meus filósofos preferidos, espero que gostem da lista!


Boa leitura!

Pré-socráticos

Sócrates 470a.C.(c.)-399a.C.(c.)

Platão 428a.C.(c.)-348 a.C.(c.)

Aristóteles 384a.C-322 a.C.

Helênicos

Romanos

Medievais


Renascentistas


Modernos


Contemporâneos


domingo, 19 de outubro de 2008

TEXTOS DE CULTURA CLÁSSICA



Domingo, 19 de Outubro de 2008

TEXTOS DE CULTURA CLÁSSICA


TEXTOS DE CULTURA CLÁSSICA
tcc

Série de trabalhos com finalidade didática e de divulgação, concernentes a quaisquer aspectos das culturas da Antigüidade Clássica e de outras culturas com ela relacionadas.

As contribuições para Textos de Cultura Clássica devem estar de acordo com as normas estabelecidas pelo Conselho Editorial da SBEC, ora em reformulação.

Eis a lista dos textos publicados até agora, todos já esgotados:

  1. O Império Romano e seu discurso histórico, N.M. Mendes.
  2. A teologia de Epicuro, R.A. Ullmann.
  3. Os entes são números?, M.G. Santos e J.L. Brandão.
  4. A retórica clássica, J.P. Mendes.
  5. Política e utopia na República de Platão, M. G. M. Augusto.
  6. Da Clemência de Sêneca, I. Braren.
  7. O epicurismo e a poesia latina, Z.A. Cardoso.
  8. O rigor do discurso, D. Schüler.
  9. O papel da cultura material no ensino de História, P.P.A. Funari.
  10. A arte de Agamêmnon, M.P. Marques.
  11. A natureza da alma no poema de Tito Lucrécio Caro, M.G. Novak.
  12. Do épos à epopéia, J.L. Brandão.
  13. O pensamento econômico no escravismo antigo, M.S. Xavier.
  14. Platonismo e matemática, M. Bulcão.
  15. As relações entre a Índia e o Ocidente antes e depois de Alexandre, M.L. Jarocka.
  16. Sófocles-Brecht: diálogo, W. Jens.
  17. Poder e competência no Político de Platão, M. Nogueira;
    A tristeza carnavalesca do Satyricon, A.A. Peterlini.
  18. ΤΟ ΟΝΟΜΑ ΚΑΙ ΤΟ ΠΡΑΓΜΑ, O nome e o real, Isabela Aquino Bocayuva
    Introdução ao estudo dos Carmina Burana, M.L.K. Bastos [1995].
  19. Representação do Logos nas Nuvens de Aristófanes, J.L. Brandão
    Poder e Persuasão: O Visível e o Invisível nos Argumentos do Livro 2 da República, M.G.M. Augusto [1996]

Infelizmente, a série foi interrompida em 1996.




Introdução.
Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos. Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.

Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.

Entendendo a Mitologia Grega.
Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.

Medusa Medusa: mulher com serpentes na cabeça

O Minotauro
É um dos mitos mais conhecidos e já foi tema de filmes, desenhos animados, peças de teatro, jogos etc. Esse monstro tinha corpo de homem e cabeça de touro. Forte e feroz, habitava um labirinto na ilha de Creta. Alimentava-se de sete rapazes e sete moças gregas, que deveriam ser enviadas pelo rei Egeu ao Rei Minos, que os enviavam ao labirinto. Muitos gregos tentaram matar o minotauro, porém acabavam se perdendo no labirinto ou mortos pelo monstro.
Certo dia, o rei Egeu resolveu enviar para a ilha de Creta seu filho, Teseu, que deveria matar o minotauro. Teseu recebeu da filha do rei de Creta, Ariadne, um novelo de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, matou o Minotauro com um golpe de espada e saiu usando o fio de lã que havia marcado todo o caminho percorrido.

Deuses gregos
De acordo com o gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos. Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas no Olimpo. Muitas vezes, apaixonavam-se por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.

Conheça os principais deuses gregos :

Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite
- deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon
- deus dos mares
Hades - deus dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Artemis - deusa da caça.
Ares - divindade da guerra..
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas
Hermes - divindade que representava o comércio e as comunicações
Hefestos - divindade do fogo e do trabalho.

HISTÓRIA DA ARTE CLÁSSICA


BARROCO ou CLÁSSICO (ROCOCÓ - 1730 a 1760)

Barroco, é um movimento, que vai da segunda metade do século XVI (1550) à primeira metade do século XVIII (1760), caracteriza-se por um estilo rebuscado, repleto de metáforas e antíteses e por uma volta às questões espirituais em oposição ao racionalismo renascentista.

O Barroco, oposição ao classicismo, surge no século XVII na Itália e na Europa, perdura até meados do século XVIII, atingindo toda a América Latina até o fim do século XVIII... É uma tendência que se manifesta nas artes plásticas e, em seguida, na literatura, na música e no teatro no início deste século.

Miguel de Cervantes, por exemplo, em uma prosa barroca faz uma sátira das novelas de cavalaria em Don Quixote de la Mancha...

Em um período no qual a Igreja Católica tenta recuperar o espaço perdido com a Reforma Protestante e os monarcas concedem-se poderes divinos, a arte barroca busca conciliar a espiritualidade e a emoção da Idade Média com o antropocentrismo e a racionalidade do Renascimento. Sua característica marcante é, portanto, o contraste.

Esta arquitetura é um meio de propagar a fé na Igreja e no Estado, por isso as principais construções são igrejas e edifícios públicos. Tem como características o abandono de normas e convenções, da geometria elementar e da simetria.

As fachadas são ondulantes e decoradas com esculturas. Há grande uso de pilastras e o interior é repleto de madeira entalhada recoberta de dourado. Linhas diagonais e escadas dão movimento e altura às construções. O exagero de formas e a mistura de texturas transmitem a idéia de dramaticidade e representam a opulência da sociedade da época.

Os principais nomes são Francesco Borromini (1599-1667) e Gian Lorenzo Bernini (1598-1680), autor das 162 colunas da praça da Basílica de São Pedro, no Vaticano. A preocupação com o espaço que circunda os edifícios é outra característica do barroco.

A palavra barroco, originalmente "pérola deformada", exprime de forma pejorativa a idéia de irregularidade. Suas obras são rebuscadas, expressam exuberância e emoções extremas. Durante o período, além da Igreja e dos governantes, a burguesia em ascensão patrocina os artistas...

A fase final do barroco é o rococó, estilo que surge na França entre 1700 e 1780, refinando a arquitetura pomposa do barroco, durante o reinado de Luís XV. Caracteriza-se pelo excesso de curvas e pela abundância de elementos decorativos, como conchas, laços, flores e folhagens. A temática é inspirada nos hábitos da corte e na mitologia greco-romana.

As cores vivas dão lugar aos tons pastéis e os relevos exagerados são substituídos por superfícies delicadas, que ganham ênfase em pontos isolados. Igrejas e palácios exibem uma integração entre arquitetura, pintura e escultura. A estrutura dos edifícios é iluminada por várias janelas para criar interiores etéreos.

Os espaços interior e exterior chamam a atenção pela complexidade e requinte. Os arquitetos constroem espaços unificados e reduzem o tamanho das colunas. Nas igrejas, os tetos das naves laterais são levantados até a altura da nave central para unificar o espaço, como na Igreja de Carmine, em Turim, construída por Filippo Juvarra (1678-1736).

No Brasil, as primeiras obras barrocas construídas foram na época da colonização, que tinham o objetivo de assegurar o domínio português e evitar as invasões estrangeiras. São erguidos colégios e igrejas em Salvador, Olinda e no Rio de Janeiro, marcados por este estilo e de forte influência jesuítica. E também, a economia açucareira do século XVII impõe um novo padrão de vida e faz surgir a casa-grande e a senzala, que exigem um aprimoramento técnico das construções.

No Brasil, Antônio Francisco Lisboa – o Aleijadinho (1730-1814) é o mestre do barroco. Leia mais nas páginas: História de Aleijadinho, Ouro Preto e Congonhas do Campo.

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BARROCO E ROCOCÓ

Obs.: São dois pintores mundialmente famosos nomeados de "Canaletto", and who should not be mixed up. O "segundo Canaletto" foi Bernardo Bellotto, que viveu entre 1720 a 1780, and who carried the same artist name as his 23 year older colleague, who was also his paternal uncle, patron e professor profissional. O filho de Fiorenza Canale, elder sister de Antonio Canale (o "primeiro Canaletto") e Lorenzo Bellotto, of whom little is known. Bernardo entered his uncle’s studio as an assistant around 1735.

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No século XVII, época do rei Luís XIV (o rei sol da França), foi introduzido um classicismo na arquitetura como colunas e cúpulas...

Exemplo de arquitetura clássica: Sorbone e Dôme, ambas em Paris. Em 1676, começa a construção da Igreja que foi dividida em: Igreja do Soldado e da Cúpula (Dôme) - com a Tumba do Imperador, onde foi enterrado os restos de Napoleão, em 1840.

VERSALHES — VERSAILLES

Louis Le Vau foi um arquiteto francês e um dos principais designers do Palácio de Versalhes. Depois de desenhar várias casas privadas e mansões, incluindo o Château de Vaux-le-Vicomte, ele iniciou seu trabalho no Versalhes, em 1669.

O Palácio de Versalhes, criado na época de Louis XIV, pelos arquitetos Louis Le Vau, André Le Nôtre (jardins - selo abaixo) e Charles Lebrun, é o mais importante monumento arquitetônico do barroco francês.

Inicialmente, antigo pavilhão do rei Luís XIII, foi transformado e ampliado por seu filho Luís XIV, instalando ali (parece que em 1685?), a sede da corte e do governo. É um dos mais impressionantes do mundo, sua fachada tem 580 metros de comprimento. No dia 6/10/1789, dias depois do início da Revolução Francesa, a monarquia deixou Versalhes... Em 1837, torna-se museu.

Dedicado ao rei Sol, em 1979, o Palácio ou Castelo de Versalhes foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.

Abaixo, semi-postal emitido em 1938 (Scott: B70) que mostra a Palácio de Versalhes.

Selo emitido em 1954 (lado esquerdo) mostra o portão de entrada do Castelo de Versailles. Selo emitido em 1956 (lado direito) mostra "Le Grand Trianon", feito pelo arquiteto Jules Hardouin-Mansart (1646-1708).

Selo emitido em 2001 mostra os Jardins de Versailles que foram desenhados pelo arquiteto André le Nôtre, durante o século XVII.

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Carlo Maderno (1556-1629), foi um arquiteto italiano, whose work prefigured the estilo barroco do século XVII. In his earliest and best design - a elegante fachada da igreja de Santa Susanna, em Roma (1603) - he went beyond the then current Mannerist Style to create a massive, logical design that uses a system of carefully judged proportions to focus attention on the central portal.

Ele também completou a fachada (1614) da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Entre 1606 e 1612, ele built the nave extension e a fachada da igreja, which Donato Bramante had begun approximately 100 years earlier.

Abaixo, selo do Vaticano emitido em 1949 que mostra a Basílica de São Pedro, em Roma, com a Colunata e o Obelisco ao centro. O Dome foi desenhado pelo pintor italiano da Renascença Michelangelo, mas ele não viu a obra terminada...

A Basílica tem o nome do apóstolo Pedro, o qual morreu no ano Domini de 64 e foi o mais proeminente dos 12 discípulos de Jesus Cristo, um líder e missionário do início da Igreja e tradicional primeiro bispo de Roma.

A estátua de São Pedro, de Guiseppe De Fabris (1790-1860), está localizada em frente a Basílica de São Pedro. Em sua mão direita, Pedro segura uma chave, e em sua mão esquerda um scroll. Behind St. Peter, on the balustrade da Igreja de São Pedro (no topo esquerdo do selo) está o Apóstolo Philip com seu atributo, o crucifixo latino. Do outro lado de Felipe, outros dois apóstolos. Pedro foi o primeiro a receber a revelação of the risen Jesus Cristo (Corinthians 15:3; Lucas 24:34).

Abaixo, dois selos postais do Vaticano mostram São Pedro, um emitido em 1938 (selo aéreo) mostra a estátua e, o outro selo, emitido em 2000, mostra São Pedro atrás da Basílica.

From the references to Peter in the Gospels it is known that the name he received at birth and with which he grew up was Simon. The Greek word petros ("rock") and its Aramaic equivalent, cephas, were not in use as personal names. "Peter" is thus a metaphorical or symbolic designation that came in time to function as the name of the man in question. The symbolic name in its Aramaic form may have arisen in connection with the affirmation that the resurrected Lord appeared first to Simon, that appearance and thus Simon himself serving as a sort of foundation stone of the Church.

Abaixo, outros artistas barrocos...

Selo do Burundi emitido em 1965, com obra de Nicolas Poussin. Selo do Paraguai emitido em 1971, com obra de Caracci. Selo da França emitido em 1973, com obra de Charles Le Brun.

Do lado esquerdo, selo de Mônaco emitido em 1972 para o projeto "Salve Veneza", ele mostra St. Marc Square, Veneza (1740). A obra original de Bellotto está na Galeria Nacional do Canadá (Ottawa). Do lado direito, selo da França emitido em 1980, mostra obra de Louis Le Nain.

Do lado esquerdo, selo da França emitido em 1966, com obra de Georges de la Tour. Do lado direito, selo da Holanda emitido em 1999, com a obra "The Goldfinch", de Carel Fabritius. O selo abaixo faz parte de um bloco de 10 selos, "Tien Uit de Kunst". Pintor holandês do século XVII.

sábado, 18 de outubro de 2008

Bem vindos, Bebei do saber !


Sempre em conversas com meus amados alunos das mais diversas cidades,distritos e vilas por onde passei todos esses anos,percebi que em muitos havia um profundo desejo de saber,provar,saborear e quem sabe melhor dizer mergulhar,mergulhar em um mundo novo e navegar através de um mar chamado saber,em minhas viagens pelo Brasil e pelo mundo,descobri que a melhor roteiro é aquele que o viajante jogando fora o mapa descobre que o melhor do caminho é ser parte do próprio caminho, descobrindo e redescobrindo o que há de melhor em si mesmo e no mundo quase sempre invisível,imáginario e fantástico que existe por trás dos roteiros e que fazem as vidas humanas serem a maior maravilha no espetáculo da terra.
Esse Blog tem por fnalidade discutir assuntos relacionados a cultura,história antiga,línguas e artes em geral.
Espero que todos que por aqui passem, possam desfrutar de belas histórias e partilhar conhecimento através de explicações claras,bem como, cruzar com os mais diversos assuntos e aumentar seus conhecimentos,por isso, divirtam-se!



Por causa de prazeres passageiros, sofrem-se grandes tormentos eternos.
(SÃO JOÃO DA CRUZ)


Sofrer por Deus é melhor que fazer milagres. (SÃO JOÃO DA CRUZ)

É humilde quem se esconde no seu nada e sabe abandonar-se em Deus.
(SÃO JOÃO DA CRUZ)







Coletânea de Poemas - RUMI

Vem,
Te direi em segredo
Aonde leva esta dança.

Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteados.

Cada átomo
Feliz ou miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.

Ninguém fala para si mesmo em voz alta.
Já que todos somos um,
falemos desse outro modo.

Os pés e as mãos conhecem o desejo da alma
Fechemos pois a boca e conversemos através da alma
Só a alma conhece o destino de tudo, passo a passo.

Vem, se te interessas, posso mostrar-te.

Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode isto ser segredo para ti?

Finalmente, foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo - um punhado de pó -
vê quão perfeito se tornou!

Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.

Não durmas,
senta com teus pares

A escuridão oculta a água da vida.
Não te apresses, vasculha o escuro.
Os viajantes noturnos estão plenos de luz;
não te afastes pois da companhia de teus pares.

Faltam-te pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
e reflete, como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.

A viagem conduzirá a teu ser,
transmutará teu pó em ouro puro.

Sofreste em excesso
por tua ignorância,
carregaste teus trapos
para um lado e para outro,
agora fica aqui.

Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.
Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti.
Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.

Oh, dia, levanta! Os átomos dançam,
As almas, loucas de êxtase dançam.
A abóbada celeste, por causa deste Ser, dança,
Ao ouvido te direi aonde a leva sua dança.




Ontem à noite, confidencialmente, eu disse a um velho sábio:
- Não me esconda nada dos segredos do mundo!
Muito docemente, ele me disse ao ouvido:
- Chut! Podemos compreender, mas não exprimir!

Quero fugir a cem léguas da razão,
Quero da presença do bem e do mal me liberar.
Detrás do véu existe tanta beleza: lá está meu ser.
Quero me enamorar de mim mesmo, ó vós que não sabeis!

Eu soube enfim que o amor está ligado a mim.
E eu agarro esta cabeleira de mil tranças.
Embora ontem à noite eu estivesse bêbado da taça,
Hoje, eu sou tal, que a taça se embebeda de mim.

Ele chegou... Chegou aquele que nunca partiu;
Esta água nunca faltou a este riacho
Ele é a substância do almíscar e nós o seu perfume,
Alguma vez se viu o almíscar separado de seu cheiro?

Se busco meu coração, o encontro em teu quintal,
Se busco minha alma, não a vejo a não ser nos cachos de teu cabelo.
Se bebo água, quando estou sedento
Vejo na água o reflexo do teu rosto.

Sou medido, ao medir teu amor.
Sou levado, ao levar teu amor.
Não posso comer de dia nem dormir de noite.
Para ser teu amigo
Tornei-me meu próprio inimigo.

Teu amor me tirou de mim.
De ti, preciso de ti
Noite e dia, eu queimo por ti.
De ti, preciso de ti.

Não posso dormir quando estou contigo
por causa de teu amor.
Não posso dormir quando estou sem ti
por causa de meu pranto e gemidos.
Passo as duas noites acordado
mas, que diferença entre uma e outra!

Não temos nada além do amor.
Não temos antes, princípio nem fim.
A alma grita e geme dentro de nós:
- Louco, é assim o amor.
Colhe-me, colhe-me, colhe-me!



À noite, pedi a um velho sábio
que me contasse todos os segredos do universo.
Ele murmurou lentamente em meu ouvido:
- Isto não se pode dizer, isto se aprende.

A fé da religião do Amor é diferente.
A embriaguez do vinho do Amor é diferente.
Tudo que aprendes na escola é diferente.
Tudo que aprendes do Amor é diferente.

- Vem ao jardim na primavera, disseste.
- Aqui estão todas as belezas, o vinho e a luz.
Que posso fazer com tudo isso sem ti?
E, se estás aqui, para que preciso disso?

Jalaluddin Rumi
agradecimentos a M.Baird







Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira.

Cecília Meireles

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."

Clarice Linspector

Ainda que haja noite no coração, vale a pena sorrir para que haja estrelas na escuridão

Clarice Linspector

As obras-primas devem ter sido geradas por acaso; a produção voluntária não vai além da mediocridade.

Carlos Drummond de Andrade

Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.

Amir Klink

Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil.
Leon Tolstoi

Leon tostoi

Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.

William Shakespeare

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.

William Shakespeare

É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do quer falar e acabar com a dúvida.

Abraham Lincoln

Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.

Abraham Lincoln


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publicado em 17/10/2008
Menina morre após cirurgia realizada na Casa de Saúde

Após permanecer mais de 8 horas no bloco cirúrgico, menina, que foi submetida a uma simples cirurgia de amígdalas, foi encaminhada às pressas para UTI em hospital de Campina Grande; ela morreu três dias depois

Jesiane Rocha

O que poderia ter sido uma simples cirurgia acabou se transformando em caso de polícia. Os pais de Rhawanna Kadyny Alves Queiroz, de 7 anos, estão processando judicialmente o otorrinolaringologista Cléber Mota, alegando que a menina foi vítima de negligência médica durante cirurgia realizada no Hospital Municipal Casa de Saúde Bom Jesus, no dia 30 de julho. Transferida para uma UTI infantil em Campina Grande-PB, a menina veio a falecer no dia 3 de agosto.

Durante depoimento do médico, na última quarta-feira (15), o operador de sistemas Robson Queiroz Silva e a agente comunitária de saúde Maquies Kilandia Queiroz, junto com amigos e familiares, realizaram um protesto em frente à 2ª DD. "Foi um ato silencioso, pois o que queremos não é fazer bagunça, mas tentar evitar que outros casos como o da minha filha voltem a acontecer", relatou Kilandia, sendo complementada por Robson: "Queremos conscientizar os profissionais de saúde que tratem o paciente com mais responsabilidade." Os dois são casados há 12 anos.

De acordo com os pais de Rhawanna, a criança foi submetida a uma cirurgia de amígdalas, adenóide e uma correção auditiva. Os exames pré-operatórios foram solicitados por Cléber Mota havia mais de um ano e foram realizados no dia 10 de julho de 2007. Depois ficaram esperando a autorização do SUS para o procedimento, que só saiu em julho deste ano. "Ele (o médico) disse que não precisaria repetir os exames, pois Rhawanna aparentava ser uma criança saudável. Então, confiei nele", descreveu, muito abalada, a mãe.

No dia da cirurgia, a criança deu entrada no bloco cirúrgico às 11h e saiu às 20h. "Começamos a nos apavorar conforme o tempo ia passando. Só víamos a movimentação, o corre-corre dentro do hospital e ninguém dizia o que estava acontecendo. Quando foi oito horas da noite, chegou uma ambulância do Samu e uma médica informou que nossa filha estava sendo encaminhada para o Hospital Regional de Campina Grande, porque em Caruaru não havia uma UTI pediátrica pública disponível", contou Kilandia. "Foi um choque: nossa filha dentro da ambulância, indo embora, e nem sequer nos consultaram se tínhamos condições de arcar com uma UTI particular. Doutor Cléber não teve coragem nem de tirar a máscara cirúrgica e nos dizer o que estava acontecendo", disse, indignada.

Ao chegarem em Campina Grande, Kilandia foi surpreendida mais uma vez. "O médico que nos atendeu ficou perplexo com o que viu: minha filha estava com um tamponamento no nariz de três gases. Ele disse que nunca havia visto uma coisa daquela, que aquela quantidade de material não era permitida nem em um adulto", explicou. "Em seguida, ele informou que minha filha passaria por nova cirurgia, pois havia restos de amígdala que estavam necrosando, além de grande quantidade de sangue no pulmão."

Infelizmente Rhawanna não resistiu e morreu no dia 3 de agosto. "No meu entender, se doutor Cléber tivesse solicitado um simples hemograma antes da cirurgia que constatasse algum problema, tivesse feito um tamponamento correto ou pedido ajuda a outro profissional, não teria acontecido isso e ela estaria com a gente", lamentou Robson. "

Os pais da criança resolveram abrir um processo contra Cléber Mota e denunciaram o médico ao Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco), entre outros órgãos. "Só ficarei aliviada quando ele for punido pelo que fez, ou pelo que deixou de fazer pela nossa filha."